BLOG | Tereza Machado


23 de fevereiro de 2010
Lembranças

Clique na imagem para ampliar
Hoje, fui visitada pelas lembranças de toda uma vida bem vivida nos sessenta e três anos de casamento de meus pais. Minha mãe, Icléa, faleceu em 8 de dezembro de 2007, meu pai, completará noventa e oito anos, no próximo dia vinte de março.
O noivo de minha filha chamou-me para ver o que precisaríamos arrumar no velho armário da área de serviço, da casa do pai.
Quantas lembranças que, cotidianamente, iam se amontoando dentro daquele espaço. Coisas que deveriam ter um enorme valor para eles, minha mãe gostava de guardar caixinhas com desenhos dos quais fazia moldes para bordar depois.
Meu pai guardava tudo o que se referia à Igreja Católica e à sua atividade vicentina, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Largo do Pechincha, em Jacarepaguá, cidade do Rio de Janeiro.
Ao pensar em jogar fora ou doar livros que lá se encontram fui assaltada por sentimentos contraditórios: precisamos arrumar, limpar e abrir espaço no armário da área, mas que critérios eleger para dispensar os objetos?
Deu-me tristeza, falo da transitoriedade da vida, da rapidez com que ela a
passa, olhei os objetos que minha irmã caçula, Rosa Maria, falecida em 8 de novembro de 2005, em plena juventude de seus trinta e sete anos e pensei, o que é a vida? O que é importante? O que vale todos os sacrifícios que fazemos por nós e pelos outros? Quem dará valor? Quem lembrará as noites que nossos pais deixaram de dormir para acompanhar as nossas febres e outros males infantis?
O que nós buscamos? De que adiantará guardar os objetos como representações das pessoas que já se foram? Por que nos agarramos tanto a esse símbolos de momentos vividos, perdidos num passado já esquecido e que só vem à tona quando tocamos em algo da antiga época?
Não sei, mas penso agora, aqui , escrevendo no meu escritório, no meu computador, rodeada dos meus livros e escritos, que valor darão meus descendentes? Jogarão tudo fora sem ao menos olhar? Sentirão alguma coisa? Não sei...
A única reflexão que faço é que tudo passa muito rapidamente, que se não soubermos aproveitar cada segundo da nossa existência, ninguém o fará por nós. Não se trata de egoísmo, mas de estar bem consigo mesmo para poder melhor ajudar o outro.
Há horas de profunda tristeza, solidão, desânimo, saudade, indecisão e de não querer fazer escolhas.
Não posso deixar de me emocionar, as lágrimas descem pelo meu rosto. Inevitável, sou uma chorona compulsiva, sempre fui.
Mas a vida está aí, lá fora brilha o sol indiferente às minhas tristezas. Tudo aquilo que quero realizar e não tenho ferramentas ou dinheiro para pagar as pessoas que pudessem realizar meus projetos, não importa, é só mais um problema meu, não interessa ao outro. Mas também deve ser assim mesmo, a gente deve precisar passar pela dureza, a alegria por si só não faz o caráter de uma pessoa.
Meus leitores, amados, desculpem este texto, faz parte da minha história, não posso deixar de vivê-lo.
Se o ler até o final, já me dou por contente por não tê-lo afastado da leitura.
Obrigada por sua companhia.
Namastê,
Tereza


Escrito por Tereza Machado | Link permanente |
Existem 4 comentários |




21 de fevereiro de 2010
O grande dia-início das aulas.

Clique na imagem para ampliar Pode aparecer muito fácil escolher a escola de nossos filhos. Quase sempre começamos pelas instalações, se darão conforto, oferecerão variedade de atividades, áreas livres, arborizadas, marcamos entrevista com a Equipe Pedagógica, tudo para nos sentirmos mais seguros e podermos trazer nossos tesouros para iniciar sua vida escolar.
Não paramos nas instalações, queremos saber das Teorias de Educação adotadas pelas escolas, para os alunos de Ensino Fundamental, a lista de material já mostra um pouco do perfil da escola, se é conteudista ou se tende para a construção do Conhecimento.
Acabei de ler um texto no blog da minha amiga Leila Mendes, fala de problemas que teve como seu primeiro filho, ao ser colocado numa turma que não estaria de acordo com a sua vivência. Sua ação foi decisiva para que o filho pudesse ficar numa turma adequada a ele.
Recordei-me do que passei, como todas as mães, por esta encruzilhada de buscar o melhor para os nossos filhos. Quando não se tem herança para deixar temos que deixar a única e melhor: uma sólida educação. Ainda novas, sem muita experiência de vidas sem o conhecimento acadêmico que temos hoje, é quase um milagre poder dizer que acertei no caminho escolar. Tenho um casal de filhos, o mais velho está cursando um MBA em Gestão de Pessoas, a mais nova terminou o Curso de Ciências e Computação, estando encaminhados para o que der e vier em matéria de mercado de trabalho.
Mas fico, agora trinta anos depois desse evento, como professora de Formação de Professores de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, no Curso de Pedagogia revivendo o drama das alunas-mães. São elas que me dão a dimensão da insegurança na hora da escolha, pois ainda há um complicador que é o alto custo das mensalidades.
Custa a crer que escolas com Equipes Pedagógicas, graduadas, ainda indiquem livros e cadernos para as crianças de Educação Infantil, que a decoreba ainda faça parte dos currículos escolares, não me refiro à memorização que será sempre necessária enquanto houver estudo. Ainda não se trabalha de forma clara e coerente com os conhecimentos adquiridos com os novos aportes teóricos da educação, alguns nem tão novos, pois datam da metade do século XX, como Piaget e Vygostsky. Outros autores continuaram as pesquisas construtivista e Sócio-interacionista, colaborando para que as escolas possam dar conta de tornar a educação uma ciência clara e compreensível para todos, pois pais e professores precisam entender bem sobre o tipo de criança que querem formar.
Enfim, nesta segunda-feira, estarão as ruas repletas de crianças e mães felizes, uniformes coloridos, bonitos, mochilas mais pesadas do que permite a lei, terceira fila nas portas da escola. E se o trânsito já estava caótico, não se espante se passar a gastar mais uma hora nos horários de entrada e saída das escolas.
Boa sorte para todos, feliz regresso às salas de aula.
Tereza Machado


Escrito por Tereza Machado | Link permanente |
Existem 6 comentários |




04 de janeiro de 2010
E a Revista Dinâmica entrou em recesso...

Clique na imagem para ampliar Prezado Leitor
De certa forma, estou comovida por assistir o recesso de um Projeto que, até agora, só nos deu alegrias. A Revista Dinâmica estará sempre em meu coração. Em algum momento, tenho certeza de que, talvez com outro formato, ela retorne com força maior.
Foram vinte edições primorosas, todas muito caprichadas, tanto na parte dos textos dos colunistas como na parte gráfica.
Quase dois anos de trabalho nos renderam um público fiel e sempre participante, incentivando a Equipe da RD a continuar sua missão de entreter e levar informação e cultura.
Janeiro de 2010, na virada do ano, decidimos colocar a RD em recesso e implementar mais um projeto, o MAP - Mundo Acadêmico Promissor.
Este novo projeto estará focado na efervescência intelectual que se vive dentro das faculdades, das universidades. Tanto do lado docente como do discente.
O nosso objetivo será despertar um público ávido de informações, que queira produzir material acadêmico, trocar idéias, postar artigos, resenhas de livros, sinopses de filmes, divulgação de Simpósios, Seminários e Congressos da área das Humanas. Além disso será disponibilizado um canal para a execução de Cursos a Distância.
Você, caríssimo leitor, que sempre me acompanhou, é meu convidado de honra, espero por você.
Para receber notícias e a data exata da abertura do site à visitação, cadastre-se em : map.pro.br.
Este endereço estará em breve em seus favoritos. Faremos de tudo para que você aproveite o espaço.
Grande abraço, feliz 2010.
Terezinha Machado


Escrito por Tereza Machado | Link permanente |
Existe 1 comentário |


página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |










Tereza Machado
enviar e-mail

Sobre
Cearense. Professora universitária, psicopedagoga e consultora educacional.

Coluna
Educação e formação



(P) 2008 Bonsucesso Comunicação Ltda.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo disponibilizado no site sem sua devida autorização.
O conteúdo dos blogs é de responsabilidade de seus autores.